Apoiamos familias metropolitanas a instalar negócios em territórios rurais

Projecto de repovoamento de territórios rurais com famílias empreendedoras

Há um país por "descobrir”!
Esconde-se entre a visão romântica do meio rural e o estigma de um interior empobrecido. Na realidade, se a ideia de um projecto de turismo em espaço rural e uma pequena agricultura familiar nutre muitos sonhos, não é menos verdade que hoje, as assimetrias regionais são acentuadas em grande medida pela escassez de população.

Neste sentido, o programa de repovoamento rural Novos Povoadores visa facilitar a implementação ou transferência de projectos empresariais para os territórios rurais.

A concentração demográfica nas áreas metropolitanas é promotora do aumento dos custos de vida, com destaque nos cuidados infantis e na habitação, bem como nos constrangimentos na mobilidade e no incremento de bolsas depressivas na sua periferia.

Em 2001, 42% da população vivia nas áreas metropolitanas, onde se concentrava 70% do endividamento das famílias.

Segundo a ONU, em 2015, 69,2% da população viverá nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Sendo conhecidas as condições de vida da população metropolitana - sobre endividamento; baixa qualidade de vida social e ambiental – Portugal poderia oferecer melhor qualidade de vida à sua população, e aos empreendedores soluções mais competitivas.

A principal influência para a localização de pessoas e famílias é o TRABALHO.

As populações fixam-se onde existe oportunidade de participação profissional. Logo, a promoção de oportunidades de empreendedorismo nestes territórios provocará o desejado Êxodo Urbano.

Os reduzidos custos de instalação de unidades empresariais no interior, os baixos custos de mão de obra em consequência de economias locais pouco inflacionadas, a qualidade de vida social e ambiental fruto da baixa densidade e dos fortes investimentos em infraestruturas sociais nos finais do século passado, tornam estes territórios altamente atractivos para todos os empreendedores em sectores económicos suportados pelas TICs.


É esta uma visão utópica? A sociedade globalizada assenta cada vez mais numa economia sem geografia, facto que permite olhar para o território de uma forma mais inclusiva. Neste contexto, é possível reduzir o fosso das assimetrias regionais com vantagens para os novos residentes e para os territórios de baixa densidade. Por um lado, inegável incremento da qualidade de vida, por outro lado, a quebra de um ciclo de sangria territorial.

A ruralidade tem hoje atractivos que lhe permite competir com as áreas urbanas. Os Novos Povoadores são os pioneiros que reconhecem as mais valias de uma vida mais tranquila sem prejuízo de uma presença profissional activa.

(imagens: Expresso/Rusticasa)