Novos Povoadores

Apoiamos familias metropolitanas a instalar negócios em territórios rurais

Viver em Terra Emprestada

Migrar significa trocar de casa, de trabalho e de rotinas.
Novos estilos alimentares, novos ruídos e uma comunidade que já existia antes de chegarmos.
Por isso dizemos que os migrantes passam a viver em terra emprestada: no início, o sentido de pertença é protagonizado pelos outros.

Viver essa realidade à margem de conflitos e tensões, exige inteligência emocional aos migrantes.
Ainda mais, porque afeta as suas necessidades básicas.

Mas será possível viver esta migração sem tensões ou conflitos?

O António e a Ana dizem-nos que sim.
Escolheram o terreno onde pretendiam implantar a sua casa, e durante vários meses passaram aí férias e fins de semana.
Conheceram as pessoas, as suas crenças e os seus líderes.
Não foi um processo de subjugação mas antes de integração.
O António destaca a presença na Missa ao Domingo como um fator relevante. A sua família é católica, mas porventura na cidade este ritual estaria menos presente.
E nos dias de enterros, são dias de dor para a comunidade. E também aí a presença representa a solidariedade na dor da família que chegou a uma nova comunidade.

Para o Programa Novos Povoadores, que apoia as famílias a migrar, todos os testemunhos são importantes.
São 170 famílias que foram monitoradas pelo programa, de norte a sul de Portugal Continental e Açores.
Todas transferiram os seus negócios para o destino rural, quase todas com cônjuge e filhos.

Em janeiro, o Programa vai lançar uma ação de 12 meses para apoiar quem deseja migrar. Durante esse período, os mentores estarão disponíveis para discutir com as famílias as suas dificuldades nas suas áreas de especialização.

O objectivo será uma migração suave. Sem sobressaltos e com terra firme.

Se pretender, poderá fazer um auto-diagnóstico sobre o estado de maturação do seu processo migratório.

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