Novos Povoadores

Apoiamos familias metropolitanas a instalar negócios em territórios rurais

Jose Antonio Abreu fala sobre a transformação dos jovens através da música

Cidades Criativas 3.0


O conceito "Cidades Criativas" resultou da emergência das novas tecnologias e de um novo tipo de economia assente na criatividade e inovação.

Constatou-se que certas cidades, mais do que outras, tinham a capacidade de atrair empresas e pessoas criativas e inovadoras. Essa capacidade prendia-se então com um conjunto de condições ambientais gerais que foram descritas sucintamente pelos três T's propostos por Richard Florida, a saber, Talento, Tolerância e Tecnologia.


Neste sentido, uma Cidade Criativa implica uma população residente com um alto nível educacional, boas universidades, uma comunidade diversa, intensa dinâmica cultural, qualidade de vida, vida boémia e as mais avançadas infraestruturas tecnológicas. E, claro está, tudo em escala significativa. Ou seja, o conceito é sobretudo um roteiro que só muito poucas cidades no mundo podem aspirar percorrer no curto prazo.

Esta perspetiva é naturalmente pouco animadora para cidades de média dimensão ou onde faltam algumas das componentes consideradas essenciais. Basta dizer que, em boa verdade, em Portugal não existe nenhuma cidade a que este conceito original se aplique. Nem Lisboa.


Daí que tenham surgido adaptações mais abrangentes. Ou seja, propondo-se uma versão 2.0 destinada a pequenas e médias cidades. Perante a crise geral o sucesso tem sido garantido. Nestes últimos anos Portugal encheu-se de Cidades Criativas. Mas os resultados reais na economia são parcos.


Sobretudo porque se tem confundido o desenvolvimento de uma economia criativa com a criação cultural, em si mesma, que é uma coisa muito diferente. Ou seja, a cultura criativa inicial, assente na economia digital e no design, transformou-se num mero incremento de manifestações culturais, de tipo artístico, normalmente centralizadas pela própria gestão das cidades. Em suma, muitas Câmaras imaginaram que as suas cidades se tornariam criativas pelo simples facto de oferecerem mais espetáculos e exposições.


Em Portugal é aí que estamos. Nunca se inaugurou tanto Museu, tanto Centro Cultural, nunca se viu tanta exposição e tanto concerto. Nunca a criação cultural dependeu tanto dos dinheiros públicos e das decisões de burocratas. Em consequência, nunca a criatividade artística foi tão dependente, tão pouco livre e tão conservadora. E, já agora, nunca se desperdiçou tanto dinheiro necessário para impulsionar uma verdadeira economia criativa.


É por isso que é preciso pensar numa versão 3.0. Que possa aproveitar o modismo, mas num caminho mais promissor.


Deixando de lado a sempiterna questão do ensino - que apesar de muita crítica avulsa tem vindo a melhorar por via do aumento da qualidade e da população estudantil -, é evidente que faltam nas nossas cidades as condições de base para que os jovens possam desenvolver projetos de criatividade e inovação empresarial. Não se trata de mais dinheiro, mas de condições tecnológicas.

Em vez de gastar fundos em mais centros culturais e museus da rolha, as autarquias deviam apostar nos centros de criatividade, através da disponibilização gratuita de espaços para encontro, cooperação e produção. Algo do tipo dos já conhecidos Fab Labs, pequenas fábricas do fazer criativo, ou centros para instalação de pequenas empresas, ateliers e projetos dedicados à criatividade e inovação, como é o caso da LxFactory em Lisboa (ainda que esta de iniciativa privada).


Em particular, os Fab Labs têm-se destacado como um meio de promover a economia criativa. Trata-se de pequenas oficinas com equipamentos de base digital onde qualquer jovem, ou pessoa, pode desenvolver gratuitamente os seus projetos. Neles encontram-se máquinas de impressão, corte, prototipagem, modelação 3D e outras ao serviço da imaginação e da criatividade de cada um. E servem também para encontro, trocas de informação e sinergia, fundamentais para o avanço do conhecimento individual ou de grupos. A interação é aliás a base da evolução.


Assim, a Cidade Criativa 3.0 não é tanto aquela que exibe muita criatividade, mas sim a que gera as condições tecnológicas e ambientais para que a criatividade possa emergir e desenvolver-se.

in Jornal de Negócios, por Leonel Moura

Rui Veloso e Sara Tavares

É preciso dizer mais alguma coisa?!

Vinho do Porto por Donna Maria

Dois grandes tributos: Ao autor da letra - Carlos Paião - e ao produto vitivinícola das encostas do Douro que deu nome a esta música.


Great Father

Academia de ideias




















Eventualmente, a matéria-prima mais difícil de moldar no capítulo da inovação, será a ideia.

Eventualmente, um desafio interessante seria conseguir disponibilizar uma bolsa de ideias cujos créditos não seriam ignorados por aqueles que tivessem a capacidade de as por em prática.

Eventualmente, a idiotice poderia inclusivamente (por inclusão) chegar ao ponto de criarmos uma Academia de Idéias numa base transgeracional. "Velhos" com "novos", à procura de soluções num constante brainstorming. Aliar experiência da idade com sede de aprender e fazer, poderia resultar numa combinação de sucesso.

Partindo do pressuposto que chegando a uma certa idade ainda queremos ter um papel activo na sociedade, ainda temos capacidade para gerar inovação, ainda temos energia para produzir ideias [séniores activos]...
Por outro lado, acreditando na humildade da juventude e na grande vontade de transformar o mundo (nem que seja o que nos rodeia) em abraçar o conhecimento das outras gerações e catapultá-lo com a irreverência que lhes é própria...

Há espaço para uma plataforma desta natureza à escala local ou regional? Um encontro de gerações que nos projecte para novos desafios?

Faz sentido? É possível? Já existe?
PENSAR FAZ BEM!

Louco, génio e humano (racional e sentimental)- Tríade da Inovador

“Aqui estão os malucos, os desajustados, os rebeldes, os causadores de problemas, o pino redondo no buraco quadrado, aqueles que vêem as coisas diferentes. Eles não seguem as regras, eles não tem nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, não concordar com eles, você pode glorificá-los ou odiá-los, mas você não pode ignorá-los, porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana em frente, e enquanto alguns os vê como malucos, nós vemos gênios, porque as pessoas que são malucas o suficente para pensar que podem mudar o mundo, são justamente as pessoas que irão fazê-lo.”

Apple Computer, Setembro de 1997.

Acompanhando o espirito mais ligeiro do Frederico, que até nos trouxe um poema, deixo este anúcio penso ser inspirador ...

Inovar, ser louco, ser génio, rebater o comum, caminhar pelas veredas abandonadas, procurar ser mais, ser tudo no pouco que se faz ...

... estas são idéias soltas que me ficam ao ver esta publicidade! ... penso que inovar passa por uma agregação delas todas. Inovar não é algo apenas racional, tem muito de sentimento, de inspiração ... de humano.

Poema de Joao Ferreira(*)




Inovar é um desafio permanente
Colocado a cada dia e a cada hora
Inovar é caminhar um passo à frente
Aceitar o risco que é latente
É espalhar ideias de mil formas

Inovar não é mais do que parir
Um fruto de um sonho cor de rosa
Inovar é dar corpo e dar formato
Ao bizarro, absurdo e caricato
Conjugado numa ideia luminosa

Nós temos de ser postos à prova
Assume o risco
Inova...


(*) Taxista em Lisboa

in Inovar.te 4

Joan Baez - Forever Young



Dedicado a alguém muito especial na minha vida que comemora hoje mais um aniversário!

Swinging Bach Live Concert



A facilidade com que este tipo coloca a plateia a cantar é fabulosa!

...E para o público terá sido uma experiência inesquecivel: Foram os protagonistas daquele tema.

Inovar.te na Prova Oral

Vasco Sousa e André Sousa estiveram no Programa da Prova Oral a falar sobre inovação.

Um programa a não perder.

Networking



Decorreu esta manhã a conferência «Policies for regional innovation clusters» na Comissão de Coordenação da Região Centro, apresentada pelo norueguês Arne Isaksen.

Foram enumeradas as "boas práticas" das políticas de dinamização/constituição de clusters e apresentados os casos de sucesso na Noruega, medidos pelos nrs. de trabalhadores que afectam: Dezenas de milhares em alguns casos!

Aparentemente, não existe qualquer impossibilidade de Portugal constituir nos seus territórios diversos tipos de clusters. Aliás, existe um obstáculo. APENAS UM: INCAPACIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO DE "NETWORKING"

Portugal ainda vive a fase em que considera o vizinho da frente é o seu concorrente, e por isso dorme com os seus conhecimentos debaixo da almofada. Um dia, daqui a muitos anos, vamos descobrir que os nossos concorrentes mais próximos moram a 1000 kms da nossa sede e que esses, tomaram conta do mercado porque constituíram parcerias locais, regionais, nacionais e continentais.

Identificado o óbice do atraso estrutural de Portugal, vamos combatê-lo:

PROCURE PARCEIROS PARA PARTILHAR CONHECIMENTO

PARTICIPE EM "MAILING LISTS", NÃO AS UTILIZANDO APENAS PARA SABER O QUE OS OUTROS PENSAM

SEJA POSITIVO: PENSE GLOBAL

"O Novo Capital" de Francisco Jaime Quesado



"(...) Não se pode conceber uma aposta na competitividade estratégica do país sem entender e atender à coesão territorial, sendo por isso decisivo o sentido das efectivas apostas de desenvolvimento regional de consolidação de "clusters de conhecimento" sustentados.

O papel das pessoas é decisivo. São cada vez mais necessários "actores do conhecimento" capazes de induzir dinâmicas de diferenciação qualitativa nos territórios. Capazes de conciliar uma necessária boa coordenação das opções centrais com as capacidades de criatividade local. Capazes de dar sentido à "vantagem competitiva" de Portugal, numa sociedade que se pretende em rede."


Leitura recomendada.
Edções ResXXI

Cidades e Territorios do Conhecimento

A publicação não é recente mas merece bem a referência e os 16 euros como preço de capa.


A gestão e pilotagem dos territórios não pode ignorar as potencialidades que as tecnologias de informação e comunicação proporcionam, facilitando a criação de redes entre instituições, entre estas e as empresas e os cidadãos, entre regiões e países. Saber criar e dinamizar a respectiva rede, numa lógica relacional, estruturada em torno da memória territorial para apoio à decisão, constitui o desafio futuro para garantir a competitividade das cidades e dos territórios. A competitividade das regiões será potenciada numa lógica de pertença e de cooperação para que as cidades e territórios possam integrar verdadeiros sistemas de criação de valor para o cidadão e para todos os agentes locais, nacionais e internacionais.

Esta obra centra-se na aplicação do conceito de capital intelectual ao domínio territorial, com destaque para o contributo deste para o conceito de cidade do conhecimento. São apresentadas duas experiências concretas neste domínio: o caso de Mataró, Barcelona e o Caso da Rede Kognopolis, envolvendo três cidades portuguesas e três cidades de Espanha.

Turismo em Portugal

Visita obrigatória para quem gosta de Portugal.

A secção multimédia inclui fantásticos videos das regiões portuguesas!




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Plano de promoção turística conta com 50 milhões de euros

O Plano Nacional de Promoção Externa vai contar com 50 milhões de euros já este ano, soube o DN de fonte governamental. Inserido no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), a promoção do País vai ser uma parceria público-privada, cuja cerimónia de apresentação contará hoje com a presença do ministro da Economia e Inovação. Durante o evento, serão assinados os contratos de promoção externa com as cinco agências regionais do território continental - Algarve, Alentejo, Lisboa, Centro e Porto/Norte

O Plano de Promoção tem a garantia de que nos próximos três anos contará com níveis de apoio no mínimo idênticos aos agora anunciados. Parte do dinheiro, segundo o DN apurou, será aplicado na promoção da Marca Portugal, estando o restante vinculado às regiões de turismo e à realização de eventos. Segundo as mesmas fontes, por cada euro de contribuição privada, as entidades públicas locais deverão avançar com idêntica quantia, enquanto o Turismo de Portugal deverá despender quatro euros. Segundo o Governo, as novas regras, que contemplam lógicas de "concentração e selectividade do investimento", pre- vêem igualmente "mecanismos mais exigentes de acompanhamento e avaliação" da actuação das agências regionais.

O Governo garante que o Plano de Promoção "visa sustentar a dinâmica de crescimento do turismo português registada em 2006". Tem por missão "indicar os mercados externos a contemplar prioritariamente, os produtos turísticos a privilegiar em cada região e no todo nacional e os instrumentos promo- cionais mais apropriados".

O PENT, apresentado em Janeiro de 2006, visa assegurar, no horizonte de 2015, um aumento da contribuição do turismo para o PIB, bem como incrementar o emprego qualificado. Divide-se em cinco eixos estratégicos. O primeiro, denominado "território, destinos e produtos", identifica dez pólos de atractividade, que vão desde a gastro- nomia e vinho até ao tradicional sol e mar, passando pelo turismo cultural e paisagístico, o turismo de natureza, os congressos de negócios ou o golfe. Saúde e bem-estar, turismo residência, promoção das cidades e actividades náuticas compõem o port-fólio identificado. "Marcas e mercados", "Qualificação e recursos", "Distribuição e comercialização" e "Inovação e conhecimento são os restantes eixos do PENT.

in DN, Márcio Alves Candoso

Innovation day

Uma ideia do Frederico Dinis para discutir e implementar!

Sendo, em algumas organizações, a sistematização do tradicional casual day uma prática bem recebida por todos, gostaríamos de desafiar todas as organizações nacionais a instituir o innovation day (talvez à sexta) para estimular cada colaborador a sair fora do seu quadrado, fora do seu local de trabalho, quem sabe em combinação com pessoas e ideias de outros sectores: estatais, universitários ou empresariais…

Edia dinamiza Museu da Luz

O Museu da Luz lança este ano um conjunto de iniciativas de dinamização para a comunidade dirigidas a um vasto leque de públicos. Os eventos a realizar em 2007 estão enquadrados no programa educativo em curso e têm como principal objectivo sensibilizar para a identidade cultural do espaço e do tempo de “Alqueva”.

A participação nas iniciativas exige inscrição prévia no Museu e as visitas orientadas desenvolvem-se em quatro vertentes: Museu da Luz e sua Colecção, Museu e Igreja da Luz, trajecto temático de Arqueologia e um outro de Arquitectura.

Os percursos privilegiam a descoberta do grande lago com passeio de barco, visita ao Museu e lugares de memória, contacto com as novas arquitecturas e passeio pela aldeia da luz.



Voz da Planície, Ana Elias de Freitas

Óbidos: Primeiro parque temático europeu alusivo ao Natal

O primeiro parque temático europeu alusivo ao Natal, com cerca de dois hectares, abriu as portas quinta-feira em Óbidos. A vila medieval espera acolher cerca de 80 mil visitantes enquanto o parque estiver aberto, até 6 de Janeiro.

O projecto "Óbidos Vila Natal" foi inaugurado na noite da passada quinta-feira, 30 de Novembro, para reconstruir «toda a fantasia inerente ao imaginário próprio da época natalícia», afirmou o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Telmo Faria.

O parque temático ocupa cerca de dois hectares e conta com várias atracções, como a "Aldeia do Pai Natal", a "Terra do Presépio" ou o "Espelho de Gelo".

Uma pista de gelo com aproximadamente 200 metros quadrados e uma cobertura em forma de tenda, espaços cenografados e espectáculos animados por figurantes são outras atracções disponíveis no parque.

A organização espera contar com a presença de cerca de 80 mil visitantes, em particular crianças, até ao dia 6 de Janeiro, altura em que o parque temático encerrará as portas.

in TSF

Televisão perde para a internet

A disseminação do acesso à internet através de ligações de banda larga está a provocar uma queda nas audiências de televisão, relata um estudo do Ofcom, a entidade fiscalizadora das telecomunicações no Reino Unido, levado a cabo em 11 países.

O estudo revela que, em média, cerca de um terço dos cibernautas com acesso banda larga de internet vêem menos televisão, desde que começaram a navegar na internet. O número de telespectadores que troca a televisão pela internet é cada vez maior, aliciados pela quantidade de serviços oferecidos pela web, como serviços de mensagens instantâneas, como por exemplo o MSN, blogues, sites de redes sociais e com conteúdos gerados pelos próprios cibernautas, como o YouTube. E este fenómeno não atinge apenas os mais jovens, já se começa a fazer sentir em classes etárias mais elevadas.

A pesquisa, realizada em 11 países, inquiriu mil pessoas em cada país. Na Holanda, Suécia e Japão situam-se os índices mais elevados de penetração da banda larga, 58, 45 e 44 por cento, respectivamente. A China apresenta a percentagem mais elevada, a nível mundial, de cibernautas que assistem a vídeos de música e programas de televisão através do acesso rápido à internet.

Os resultados do estudo desvendam que 76 por cento dos utilizadores de banda larga na China vêem videoclips via download ou streaming, enquanto a percentagem dos que vêem televisão através de ligações de banda larga atinge os 70 por cento.

No que respeita o mercado publicitário, o relatório mostra que os anunciantes estão a reconhecer rapidamente a enorme procura de conteúdos online e que a publicidade na internet atrai quase 10 por cento dos investimentos em publicidade no Reino Unido.
De salientar que o estudo conclui que a audiência de emissoras de rádio tem vindo a aumentar através dos acessos à web.


in SOL

Tradição e Inovação Alimentar

A obra Maria-Manuel Valagão (Org.) Tradição e Inovação Alimentar – dos recursos silvestres aos itinerários turísticos será apresentado no âmbito das actividades do CETRAD, a 18 de Dezembro pelas 17h, no Auditório da Biblioteca Central da UTAD, Quinta de Prados

O livro referido resultou de um Projecto PO AGRO DE&D intitulado “Inovar e valorizar as tradições alimentares enquanto precursoras da conservação da natureza e do desenvolvimento local em Alcácer do Sal”. Foi escrita por 10 autores e é composto por 7 capítulos, que tratam de sabores, plantas silvestres, itinerários turisticos em torno do ambiente, do património e da gastronomia. A obra foi apresentada em Lisboa, a 27 de Nov., no Clube de Jornalistas.

"future is not about technology, is about emotion"

Madrid, acessos para todos

A autora do blogue Monólogos & Diálogos esteve recentemente em Madrid para assistir ao grande concerto do George Michael. Questionei-a sobre o que teria identificado, em termos de organização e funcionamento da cidade madrilena, que denunciasse uma aptidão superior ao existente nas nossas grandes cidades.
A resposta, que se segue, orientou-se na direcção das acessibilidades dos cidadãos com necessidades especiais.

Não é preciso ser muito perspicaz para perceber que, em Madrid, há acessos para deficientes motores em variados locais. Restaurantes, museus, teatros, cafés, entre outros locais, estes meios existem. Sejam rampas ou cadeiras elevatórias eléctricas, estes acessos fazem parte do dia-a-dia madrileno e a sua presença não é indiferente a ninguém. Não há dúvida que nuestros hermanos dão mais atenção e se preocupam mais com todos os seus cidadãos do que os portugueses, pelo menos na capital daquele país. Por terras espanholas eliminar os obstáculos com que os deficientes se deparam diariamente parece ser uma preocupação que pretende deixar de o ser.

Não há quem não tenha ouvido histórias sobre deficientes motores que tiveram dificuldade de acesso a um local público ou de lazer.

A enorme escadaria do teatro onde está em exibição o musical de sucesso Mamma Mia, na Gran Via, poderia ser um obstáculo para um cidadão que circule numa cadeira de rodas. Mas a cadeira elevatória eléctrica na mesma entrada prova que este espectáculo é acessível a todos e que não há cidadãos de primeira nem de segunda no que diz respeito ao entretenimento. No Museu Nacional do Prado cadeiras semelhantes às descritas dão acesso a uma vasto espólio de pintura para todos. O restaurante Bazaar (onde a nouvelle cuisine é levada ao extremo) tem acesso a todos os que quiserem desfrutar de um ambiente moderno, fashion e encantador.

No decorrer da visita à capital espanhola várias vezes verificámos que esta cidade pretende estar ao alcance de todos os cidadãos e que a quebra de barreiras é uma preocupação constante dos senhores que guardam consigo o poder de decidir sobre estes assuntos. Pena que em Portugal esta situação ainda seja tão desprezada e negligenciada! Temos mesmo aqui ao lado quem nos saiba dar algumas lições sobre este assunto.
Saudações virtuais
BlueAngel



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