Novos Povoadores

Apoiamos familias metropolitanas a instalar negócios em territórios rurais

"Como prevenir a perda de clientes no processo de relocalização da minha empresa?"

Quando pensamos na transferência da nossa empresa para uma zona rural, sentimo-nos assaltados pelo receio da perda de clientes, mesmo para as empresas que foram criadas após a massificação da internet.
Todos os negócios passam pela confiança entre os seus interlocutores, sendo fundamental o contacto pessoal nessa construção.

Para os empresários, a par do projeto de migração familiar para um contexto mais sustentável, surge a pergunta sacramental: "Como prevenir a perda de clientes no processo de relocalização da minha empresa?"

As tecnologias de comunicação não presencial ajudam nessa tarefa, em particular as redes sociais.
Mas não é tudo.
A participação em eventos relevantes para o mercado em que opera, ganha uma renovada importância.
Marcar presença nesses eventos é fundamental para não perder essa ligação.

Para além disso, essa migração permitirá optimizar custos de funcionamento da empresa, permitindo reduzir os valores de venda sobre os serviços prestados. E esse factor, no actual contexto, permitirá crescer em quota de mercado.

Bons negócios!

E-Migrar para Portugal

A polémica em torno das declarações do Primeiro Ministro sobre emigração dos professores tem provocado celeuma suficiente para jornalistas e comentadores discutirem os destinos mais aliciantes para portugueses em busca de uma oportunidade. Brasil, Angola, China?

Nos Novos Povoadores, preferimos falar em destinos como Alfandega da Fé, ou outras regiões do interior rural. Tristemente, a polémica não inspira os opinion makers a levantar o véu sobre as oportunidades que residem no reequilibrio territorial baseado na mobilização de uma população empreendedora capaz de gerar riqueza independentemente da localização geográfica (economia DNS).

Há um país por "descobrir". Esconde-se entre a visão romântica do meio rural e o estigma de um interior empobrecido. Na realidade, se a ideia de um projecto de turismo em espaço rural e uma pequena agricultura familiar nutre muitos sonhos, não é menos verdade que hoje, as assimetrias regionais são acentuadas em grande medida pela escassez de população.

É certo que o momento que Portugal atravessa não é dos mais auspiciosos, mas neste período em que o governo está concentrado na consolidação das finanças públicas, e a economia no seu todo sofre um severo abrandamento, é o momento oportuno para reflectir sobre o que, para cada um de nós, pode constituir uma oportunidade.

...e-Migração, porque não?
Emigração das suas ideias, dos seus serviços, sem dúvida! Na economia chamam-lhe exportação, e pode fazê-lo "e-migrando" dentro de Portugal em total segurança e qualidade.

A [e-migração] resultado da procura de melhores condições de vida fruto da ligação ao mercado global.

Mercearia fina online

Nos foruns de debate e reflexão sobre ruralidade e desenvolvimento territorial não são raras as referências à necessidade de aliar os recursos endógenos às novas tecnologias. O advento da internet contribui naturalmente para a disseminação deste binómio e encontrámos um excelente exemplo em bienmanger.com 

Com uma facturação de 4,5 Milhões de Euros (2010), o site francês de comércio electrónico que privilegia produtores de pequena escala. Mais de 360 produtores de França e de origem estrangeira (Italia e Espanha, essencialmente) constituem uma oferta que supera os 4000 produtos de "mercearia fina". Toda a operação assenta numa filosofia de desenvolvimento sustentável, e está sediada em La Canourgue, uma vila com cerca de 2.200 habitantes situada a 600km a sul de Paris, cidade mais próxima Montpellier (150km).

Cerimónia de adesão do Município de Alfândega da Fé

Fri, Jul 1 2011 06:10 | Permalink

Portugal fomenta e-work

Mon, Dec 13 2010 07:47 | Permalink


A realidade ainda é distante e Portugal está muito longe do patamar já alcançado noutros países em matéria de teletrabalho, mas o país quer equiparar-se ao que de melhor se faz na Europa neste domínio. Até lá, é necessário derrubar inúmeras barreiras culturais e até tecnológicas.

Numa altura em que a competitividade empresarial não tem fronteiras ou limites, as empresas competem cada vez mais não só pela quota de mercado mas também pelos trabalhadores. A capacidade das empresas para atrair os melhores talentos pode passar, por exemplo, pela distância casa-trabalho, as dificuldades de estacionamento ou a sobrelotação do espaço de trabalho que pode tornar com grande facilidade uma empresa menos atrativa para um potencial colaborador. É aqui que as novas soluções de trabalho, como o telework , ganham expressão. Prática comum noutros países do mundo, com grande aceitação e até preferência por parte de muitos trabalhadores em busca de uma melhor conciliação trabalho-família, o E-work começa a vingar em Portugal. O país é já parceiro do programa SEES – SME's E-learning to e-Work Efficiently , desenvolvido com o apoio do programa Leonardo Da Vinci com o objetivo de garantir apoio prático na preparação de e-managers e e-workers de forma a desenvolverem e fomentarem o trabalho em ambiente virtuais. A parceria promete revolucionar a médio prazo a forma de trabalhar em Portugal.

São ainda poucas as empresas portugueses a desenvolver e aplicar esta forma de trabalho, diz Eurico Neves, presidente da consultora de inovação Inovamais , parceira do programa SEES em Portugal. As limitações técnicas e sociais associadas à sua implantação podem estar na base deste atraso face ao resto da Europa, mas o especialista não tem dúvidas das vantagens desta forma de trabalhar e do sucesso do país na sua implantação. “Funcionários e clientes procuram, tendencialmente, novas soluções para comunicar com os seus fornecedores de forma mais eficaz através da utilização das tecnologias de informação e comunicação que tem ao seu dispor (vídeo-conferência, sistemas de gestão, email, etc) poupando dinheiro e tempo”, explica Eurico Nebves acrescentando que “a introdução do e-work permite obter uma nova visão quer de trabalho quer de liderança”.

Resultados que não surgem sem preparação e é nesse sentido que foi criado o SEES, que envolve também outros países como a Hungria, a Áustria e a Lituânia. Este projeto foi concebido para providenciar todo o apoio necessário na reparação dos gestores de empresas para a implantação do e-work nos seus ambientes organizacionais. “A preparação do staff da empresa para o ambiente de trabalho virtual e a implementação do e-work não são tarefa fácil e existem inúmeros obstáculos que devem ser considerados”, explica o responsável apontando os constrangimentos ainda existentes a nível tecnológico e social. A formação é pois a via para potenciar o desenvolvimento das competências necessárias para ajudar os trabalhadores a tornarem-se bem-sucedidos neste modelo laboral.

O projeto surge depois de dois anos de uma parceria entre os quatro países onde é desenvolvido, no sentido de potenciar o teletrabalho. O primeiro dos resultados desta missão é a publicação de um manual de teletrabalho que, segundo Eurico Neves, “é um verdadeiro guia de apoio à promoção do teletrabalho incluindo orientações para a sua implementação, competências-chave, e-learning e exemplos de boas práticas”. Direcionado a PME's, CEO's e managers, funcionários, freelancers, diretores de RH, profissionais da formação ou educação vocacional, universidades, escolas de formação, agências de emprego, associações profissionais ou demais instituto e indivíduos interessados neste modelo de trabalho, o documento terá particular utilidade em Portugal tendo em conta que “a tendência para o telework ainda é pouco expressiva e as empresas que o implementam fazem-no de forma pouco organizada e estruturada”, afirma Eurico Neves destacando o imenso potencial desta ferramenta no controle e minimização de custos.

Para o especialista o atraso de Portugal face a outro país nesta matéria “prende-se ainda com a falta de confiança dos empresários uma vez que não conseguem supervisionar diretamente o trabalho desenvolvido pelos seus colaboradores”. Uma limitação que para Eurico Neves não passa de uma falsa questão se pensarmos que “atualmente nas empresas a única forma de controlo é, muitas vezes, o horário de trabalho”. Um bom suporte técnico e comunicacional (internet, telefone, computador portátil) é tão importante quanto combater o estigma da falta de confiança ou necessidade de controlo diário dos trabalhadores. É fundamental que se perceba que picar o ponto não é garantia de produtividade. E nesta matéria “a formação assume particular importância pela possibilidade de agir a médio prazo sobre a cultura”, explica Eurico Neves.

Colocar em prática uma plataforma de e-work eficiente numa empresa carece, antes de qualquer componente tecnológica, de confiança no desempenho do trabalhador. “O empresário não tem controlo direto sobre o trabalhador e terá de confiar que este desempenhará as suas tarefas atempadamente”, explica Eurico Neves adiantando que “uma das formas de potenciar isto é através da realização de reuniões semanais de acompanhamento, via telefone ou vídeo-conferência ou até o estabelecimento de prazos para entrega de tarefas”. Paralelamente, o e-work carece especialmente de insfraestruturas de TIC eficazes, que permitam uma boa comunicação e partilha de informação. E para que uma empresa esteja pronta a funcionar em e-work falta-lhe apenas formar empresários e colaboradores nesta nova forma de trabalho.

Noutros países verificou-se que as práticas de trabalho flexível têm resultado de avanços no desenvolvimento tecnológico, particularmente nas telecomunicações. “As tecnologias de informação têm libertado empresas e empregados do trabalho em tempo e lugar físico. Atualmente as empresas podem adotar estratégias de gestão inovadoras para obter uma superior produtividade e condições de trabalho melhoradas”, argumenta o especialista que acredita que esta é uma das grandes mais-valias do e-work que poderá fazer a diferença no futuro quando as organizações e os colaboradores compreenderem, sem reservas, os benefícios para ambas as partes da aplicação deste conceito.

Vantagens para as empresas
Ainda que a realidade do teletrabalho seja ainda vista como distante em termos de aplicabilidade no mercado nacional, há vantagens a destacar para as empresas:
. Redução de custos com o espaço físico
. Redução de despesas associadas ao espaço (eenregia, água, etc)
. Redução de custos com transportes
. Redução do tempo de deslocações dos trabalhadores para o emprego que se aplica na realização de trabalho
. Benefícios ao nível da sustentabilidade e impacto ambiental

. Diminuição das taxas de absentismo dos colaboradores
. Aumento da produtividade dos colaboradores associada ao desenvolvimento de atividade em ambientes propícios à criatividade e a um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional
. Aumento da competitividade e conhecimento
. Potencia a produtividade das empresas no contexto da sociedade de informação e economia digital
. Melhoria da flexibilidade entre o planeamento e a gestão do trabalho
. Aumento da capacidade de resposta às necessidades dos clientes


… e para os trabalhadores
. Aumento da motivação e criatividade
. Crescimento da produtividade
. Melhor conciliação entre trabalho e família
. Mais conforto na execução do trabalho
. Poupança nas deslocações casa-trabalho
. Redução das despesas com alimentação
. Diminuição do stress associado ao trabalho
. Flexibilidade de horários e trabalho que podem ser negociados com melhor equilíbrio face às necessidades do e-worker e aos imperativos do empregador ou cliente

in Empreendedores em Rede

COWORK: Muitos profissionais freelancers queixam-se que trabalhar em casa provoca isolamento

Sun, Sep 5 2010 06:22 | Permalink

Encerramento de Estabelecimentos de Ensino em Territórios Rurais

Fri, Aug 20 2010 07:29 | Permalink



O encerramento de 700 estabelecimentos de ensino em territórios de baixa densidade está longe de ser uma boa noticia.

A redução crescente de serviços públicos nestes territórios catalisará o despovoamento em curso.

No entanto, a discussão tem estado centrada no nr de alunos por estabelecimento de ensino: 21 alunos
Poderemos considerar um nr elevado para justificar tal encerramento. Mas lamentavelmente, com a actual tendência decrescente de crianças nestes territórios, qualquer valor que se defina para justificar os “serviços mínimos”, será alcançado em poucos anos, revelando não ser esta a forma indicada para o combate ao problema do despovoamento.

Por isso, importa definir estratégias de repovoamento e compreender qual o caminho para as implementar.

No actual contexto económico, não será realista imaginar a ampliação do actual modelo de manutenção de habitantes em territórios rurais, sustentados em subsídios públicos.

Por outro lado, e numa perspectiva bem mais animadora, o território "interior" oferece importantes atrativos para a população metropolitana: Qualidade de vida social e económica; Conectividade fisica e digital.

O crescimento exponencial da economia online, onde pouco importa a localização física das empresas mas onde o factor preço assume uma importância central, será a alavanca desse repovoamento, segundo os autores do projecto Novos Povoadores.

Com menos custos de funcionamento e com melhores condições de vida para os seus trabalhadores, as empresas tenderão a rasgar um trilho que as conduzirá para o território que importa repovoar.
Com isso, recuperaremos a desejada vida nestes territórios e catalisaremos emprego onde este assume uma importância estratégica para o reequilíbrio territorial de Portugal.

Testemunhos...

Fri, Jun 4 2010 06:12 | Permalink
Em Espanha existe uma iniciativa semelhante ao nosso projecto - Abraza la Tierra -. Embora mais virado para a recuperação de práticas tradicionais em aldeias despovoadas, o testemunho abaixo retrata de forma perfeita as motivações e as experiências de quem procura uma vida mais oxigenada.

Portal do Empreendedor

Tue, May 25 2010 04:24 | Permalink
A Associação Industrial Portuguesa- Confederação Empresarial, em parceria com o Gabinete de Estratégia e Planeamento (Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social), desenhou o projecto denominado "Plataforma do Emprego e do Empreendedorismo", que está a ser desenvolvido com o apoio do Programa Operacional de Assistência Técnica (POAT).

Trata-se de um projecto inovador que pretende abordar de forma simplificada mas abrangente o tema do empreendedorismo e do emprego, através da dinamização de uma plataforma web denominada Plataforma do Empreendedor e da realização de workshops.

mais informação no site da plataforma: Portal do Empreendedor

Falhar, o segredo para o sucesso

Fri, May 7 2010 04:13 | Permalink




Fomos ao blog Startupi pescar as frases mais sonantes de
Niklas Sennström, empreendedor sueco, co-fundador do Skype e de mais algumas criações online.
Reproduzimos algumas frases enviadas via twitter pelo
Diego Remus durante a conferência no INSPER, Brasil.

perca o medo de falhar

empreender não é emprego, mas estilo de vida

empreendedores não querem apenas impactar o mundo, mas também receber dinheiro

dê uma chance aos seus sonhos, mesmo se isso significar que talvez você falhe

há mais de 1,5 milhão de pessoas ganhando a vida vendendo coisas no eBay

governos, empreendedores e empregados não deveriam temer riscos, pois eles nos tornam
vencedores auspiciosos

empreender tem muito a ver com falhar e tem gente que usa isso como desculpa para não fazer (RT @BobWollheim)

a base da pirâmide pode ser a fonte de novos ciclos econômicos, desde que se abrace o risco
“pessoas são o melhor tipo de capital

se não há mercado, não há negócio

falhar é simplesmente a oportunidade de começar novamente, dessa vez com mais inteligência”(citação de Henry Ford, RT @marinamiranda)

as pessoas acham que os empreendedores são aqueles que não conseguem emprego, mas eu tinha um

mesmo grupos grandes e tradicionais tiveram um início empreendedor

e daí, se você falhar? Você aprendeu algo, talvez tanto quanto na faculdade

falhar é a forma mais intensiva de fazer pesquisa de mercado

O fim anunciado dos escritórios

Fri, Apr 30 2010 01:33 | Permalink











Um título sugestivo ao qual não podíamos deixar de fazer referência. O artigo é publicado na página web do Público e vai de encontro àquilo que já é conhecido dos nossos leitores. O texto começa com o seguinte parágrafo:

"Se o vídeo matou a estrela da rádio, a Web 2.0 poderá vir a matar os escritórios convencionais: de acordo com um estudo no qual participou a Microsoft, a recessão, os dispositivos móveis e a geração que está a crescer com as redes sociais irá revolucionar o mundo do trabalho - haverá cada vez mais pessoas a trabalharem a partir de casa ou remotamente, poupando às empresas os custos de manutenção de um lugar fixo de trabalho. Com o fim anunciado dos telefones de secretária, poderão as próprias secretárias desaparecer?"

(continua...)

Augusto Franco

Fri, Apr 16 2010 02:42 | Permalink

TEDxSP 2009 - Augusto de Franco from TEDxSP on Vimeo.

Europa 2020: a Comissão propõe uma nova estratégia económica para a Europa

Wed, Mar 3 2010 09:27 | Permalink

A Comissão Europeia lançou hoje a Estratégia Europa 2020 para assegurar a saída da crise e preparar a economia da UE para a próxima década. A Comissão identifica três vectores fundamentais de crescimento que deverão orientar as acções concretas a nível da UE e a nível nacional: crescimento inteligente (promover o conhecimento, a inovação, a educação e a sociedade digital), crescimento sustentável (tornar a nosso aparelho produtivo mais eficiente em termos de recursos, ao mesmo tempo que se reforça a nossa competitividade) e crescimento inclusivo (aumento da taxa de participação no mercado de trabalho, aquisição de qualificações e luta contra a pobreza). Esta batalha em prol do crescimento e do emprego exige um empenhamento ao mais alto nível político e a mobilização de todos os intervenientes à escala europeia. São fixados cinco objectivos que definem o que pretendemos para a UE em 2020 e que nos permitirão acompanhar os progressos alcançados.

Os progressos para alcançar estes objectivos serão avaliados em função de cinco objectivos representativos a nível da UE, que os Estados-Membros deverão traduzir em objectivos nacionais, tendo em conta os seus diferentes pontos de partida:

Acompanhar o resto da informação aqui

A mentalidade start up

Thu, Feb 11 2010 01:51 | Permalink

“Quando participamos de uma empresa em fase de startup o mais comum é a falta de quase tudo. Não é incomum que acabemos executando atividades que não têm qualquer relação com o que fazemos normalmente, simplesmente porque algo precisa ser feito e ainda não há quem faça. Os fuzileiros norte-americanos têm uma atitude em sua tradição, definida por três palavras que resumem o espírito necessário para trabalharmos em uma startup: improvisar, adaptar-se e superar.

Quando você ainda não tem pessoal ou equipamento para executar uma atividade que precisa ser executada de imediato, é necessário improvisar. Quantas vezes me vi orientando pessoas da minha equipe a pegar um computador desktop e transformá-lo num servidor… Alguma coisa precisava ser testada ou um site precisava ser colocado no ar, mas o servidor novo para aquela função só iria chegar em duas semanas."

Leia o resto do artigo da autoria de Maurício Longo no site Startupi

Introducing ANYWHERE, the book

Thu, Jan 21 2010 10:34 | Permalink
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