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A língua portuguesa é misteriosa.




Parece contradizer a opinião generalizada dos linguistas, segundo a qual a relação entre a palavra e o seu significado é perfeitamente aleatória. Isto é, de acordo com a ciência da língua, não há razão nenhuma para chamarmos "pedra" a uma pedra. Mas imaginemos esta circunstância: após dias e dias de navegação, em que apenas temos por companhia o mar e o céu e nada mais, eis que surge, de repente, no horizonte, uma ilha. Qual é a nossa reacção perante esta inesperada visão? O que é que eu vi no mar? (NO) MAR VI (A) ILHA. Juntemos as palavras: MAR-VI-ILHA. Não terá nascido de uma visão detas a palavra portuguesa MARAVILHA? Haverá maravilha maior do que ver surgir, de repente, no mar, uma ilha? Então, o significado da palavra MARAVILHA não é aleatório. Há uma razão para que essa palavra significa aquilo que significa. Foi prestando atenção a estes mistérios da língua portuguesa que descobrimos a esência da Região Centro de Portugal. O que é que caracteriza a Região Centro de Portugal? O que é que têm em comum a Guarda e Castelo Branco? Viseu e Aveiro? A Covilhã, Leiria e Coimbra? Não há em todo o País uma região tão diversificada, ao ponto de Jaime Cortesão ter afirmado que, nas três Beiras, estão todas as paisagens do País. A Região Centro é um mosaico de paisagens, de pessoas, de subculturas. E, não osbstante, a língua portuguesa revela-nos, há séculos um elemento comum a todo o Centro, que é pertença desta Região mais do que qualquer outra do País. Que elemento comum é esse? O que está no centro da palavra Portugal? POR-TU-GAL TU
TU - o indivíduo, a pessoa, o sujeito. Não a massa anónima que se concentra nas grandes cidades, mas a pessoa individual descrita por Sá de Miranda como, "homem de um só parecer, um só rosto e uma só fé, dantes quebrar que torcer". O que há em comum, no meio da aparente diversidade que caracteriza a Região Centro de Portugal, é este "TU", que está exactamente no Centro da própria palavra "Portugal" e que aponta para a importância decisiva e inultrapassável da pessoa que habita nesta região. Esta coincidência serviu de base para todo o trabalho de criação da Marca "Regão Centro". Sublinhar a importância da pessoa significa colocar, pela primeira vez, no decurso evolutivo que o nosso País vem empreendendo nos últimos anos, o valor da pessoa acima do valor da obra - indicando claramente que a obra só vale se tiver as pessoas por destinatários - e, neste particular, a Região Centro é percursora de uma nova mentalidade que poderá ter importantes consequências para todo o país. Numa primeira fase, foi lançado o conceito "TU ÉS O CENTRO" e a assinatura da Região "A REGIÃO SÃO AS PESSOAS" numa Campanha Institucional que teve início nos últimos dias de Maio. Como é que este conceito pode ser aplicado aos mais diversos temas que, ao longo do tempo, farão eventualmente parte das múltiplas acções de dinamização da Região? Uma segunda Campanha - especialmente destinada a promover o investimento na Região, atraindo empreendedores e quadros, é um primeiro exemplo das virtualidades de exploração do conceito atrás referido. Neste caso, o conceito exprime-se desta forma: TU FAZES O NOVO CENTRO