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Apoiamos a instalação de negócios em territórios rurais

Djavan - Sé



Dedicado a uma pessoa muito especial da cidade de Tomar

Norte vai investir na agricultura acima da média nacional prevista

Os investimentos agrícolas na Região Norte deverão representar 335 milhões de euros em 2013, após os sete anos de aplicação do actual quadro comunitário de apoio, em vigor desde o início do ano. Aquele valor traduz um crescimento de 48,8% face ao investimento contabilizado em 2003 e significa um salto superior ao previsto para a média nacional, que na mesma década (2003-2013), apenas crescerá 18%.

São dados retirados da versão provisória do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) para a Região Norte 2007-2013, em consulta pública até 15 de Agosto. O documento contém o diagnóstico da situação actual e da definição de objectivos e prioridades que irão orientar a selecção de candidaturas aos novos fundos comunitários - na ordem dos dois mil milhões de euros para o país inteiro e para os sete anos do Programa. A verba específica para a região ainda não é conhecida.

Entre as prioridades definidas, são apresentadas nove fileiras consideradas estratégicas. Vinho, azeite, floresta, leite, qualidade (produtos protegidos) e frutas são alguns dos sectores já divulgados (ver página ao lado). No entanto, ainda deverá ser disponibilizada informação sobre as fileiras das hortícolas, flores e raças autóctones, igualmente tidas como vitais para o desenvolvimento do Norte.

O PDR, tal como está, deverá proporcionar ao sector primário da região um maior peso na economia. Os 894 milhões de euros (VAB) apurados em 2003 deverão subir para 1350 milhões de euros em 2013, com um crescimento de 51%, e, mais uma vez, acima da média nacional (48%).

Para atingir as metas estabelecidas, o Programa assume "sustentabilidade" e "competitividade" como duas palavras-chave na definição dos novos projectos, no pressuposto de ser possível conciliar criação de riqueza com preservação do ambiente e da coesão social.

Os domínios de intervenção irão procurar responder à necessidade de melhorar o desempenho sócio-económico da região, quer renovando as actividades tradicionais, quer através da diversificação de especializações produtivas. Dar-se-á prioridade a candidaturas comuns, que promovam a aglutinação de agentes económicos, para obtenção de ganhos de competitividade, como nos casos do desenvolvimento de produtos e da comercialização.

É igualmente estimulado o esforço para a certificação de produtos, bem como as boas práticas agrícolas ambientais, tendo por referência o actual contexto de mudanças climáticas. Sugere-se, ainda, a interligação entre empresários e meios académicos, no sentido de serem criadas pequenas empresas de base tecnológica.

Transversal a todo o Programa é o apelo à melhoria das qualificações dos agentes e à sua valorização, como condição base para o sucesso de toda a estratégia.

De acordo com o documento, as metas definidas tiveram em conta a necessidade de a região ultrapassar debilidades e constrangimentos, e de aproveitar as suas melhores potencialidades, para a "levar a crescer nos próximos anos a ritmos iguais ou superiores à média nacional".

Assim, entre os pontos fracos, o diagnóstico agrícola aponta à região, nomeadamente aumento do índice de envelhecimento; saída da população das zonas rurais para as urbanas; baixa produtividade de trabalho; sectores produtivos tradicionais com pouca inovação; falta de formação intermédia qualificada; e perda de áreas agrícolas.

No entanto, os pontos fortes surgem como um incentivo extensas áreas rurais; diminuição da duração dos movimentos pendulares; evolução positiva do sector terciário (prestação de serviços ao mundo agrícola e rural); complementaridade da fonte de rendimentos; e peso significativo das áreas naturais.

Da conjugação das duas realidades deverá nascer a força anímica para impulsionar o lado agrário de uma região onde as áreas rurais ocupam a maior parte do território.

in Jornal de Notícias, Teresa Costa

Vinte mil postos de trabalho na região de Setúbal

A Associação Empresarial da Região de Setúbal (Aerset) prevê a criação de 20 mil postos de trabalho na região dentro de dois a cinco anos, disse à Lusa o economista António Capoulas, presidente da instituição.

Na base desses empregos está "um modelo de desenvolvimento integrado" que abarca a Plataforma Logística do Poceirão, a náutica de recreio, as energias renováveis (solar, eólica, ondas do mar), o turismo residencial (na península de Setúbal e no Alentejo Litoral) e as trocas comerciais entre os três portos que servem a região - Lisboa, Setúbal e Sines -, adiantou o responsável.

Para o economista, o número de postos de trabalho pode ainda vir a ser "potenciado e aumentar" caso o novo aeroporto internacional de Lisboa venha a ser construído em Alcochete e a base aérea do Montijo passe a receber voos de companhias de baixo custo (low cost).

Para apoiar o modelo de desenvolvimento proposto, a Aesert destaca como obra fundamental, a curto prazo, a Circular Rodoviária Interna da Península de Setúbal (CRIPS), também conhecida por Arco Ribeirinho Sul.

Trata-se de uma rodovia com 40 quilómetros, que se inicia na Trafaria e ligará por três ou quatro viadutos (por cima dos esteiros do Tejo) as penínsulas de Almada, Seixal, Barreiro, Moita e Montijo, indo entroncar depois na Ponte Vasco da Gama.

Segundo especialistas contactados pela agência Lusa, a obra é fundamental para fechar a CRIL, que terá continuação para a margem sul através de uma ligação Algés/Trafaria, por ponte ou túnel.

Estudada em 1992 pelo Gabinete da Travessia do Tejo em Lisboa (Gattel), a obra está agora na competência das Estradas de Portugal, entidade a quem compete estudar e executar.

"O fecho do Arco Ribeirinho Sul faz todo o sentido em termos do ordenamento do território e do urbanismo, e tem mesmo de se fazer, tendo em conta a qualidade de vida e a segurança", disse à Lusa Luís Machado, antigo técnico do Gattel.

A obra é também essencial para o acesso à base aérea do Montijo, se funcionar como "Portela +1" para as companhias "low cost", e melhora também o acesso ao Campo de Tiro de Alcochete, que ganha forma como alternativa à Ota, considera António Capoulas, presidente da Aerset.

A propósito de Alcochete, Capoulas disse que foi a Aerset quem sugeriu a prioridade do Campo de Tiro entre as localizações possíveis na margem sul para o novo aeroporto de Lisboa, em alternativa à Ota.

A associação colaborou desde o primeiro momento no estudo apresentado pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) para a alternativa Alcochete e "só não patrocinou financeiramente por razões de reestruturação interna", disse António Capoulas.

Os trabalhos do estudo efectuado por 20 especialistas decorreram entre Dezembro e Junho, e o estudo inicial apresentava tinha três localizações - Alcochete, Poceirão e Faias.

"O Campo de Tiro de Alcochete tinha tido má recepção dos ambientalistas e ficámo-nos pelo Poceirão. Mas o Campo de Tiro é enorme (8.000 hectares contra os 1.800 hectares da Ota) e tem ao lado a Companhia das Lezírias (14.000 hectares), para no caso de haver especulação imobiliária reverter a favor do Estado, que também precisa de valorizar o seu património", adiantou o responsável.

Dos citados 8.000 hectares, "três mil têm plantados eucaliptos e sobreiros muito poucos, o que também abona a favor de Alcochete", acrescentou António Capoulas.

A Aerset acompanhou a evolução dos trabalhos, "liderados pelos professores Carlos Borrego e Hernâni Lopes, e houve 15 empresas do distrito, que compõem a direcção da associação, que discutiram várias vezes a problemática", na própria sede.

"Depois sugerimos que o Campo de Tiro de Alcochete fosse prioritário na análise das localizações possíveis na margem sul, na parte mais a leste, situada no concelho de Benavente", sublinhou o presidente da Aerset.

Embora Benavente pertença ao distrito de Santarém, para efeitos de acesso aos fundos estruturais do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007/2013 está incluído na região do Alentejo, beneficiando assim de mais verbas, disse o economista

"Além disso pode funcionar em simultâneo com o aeroporto da Portela pelo tempo que se entender, para que se estude o melhor quadro para o sistema aeroportuário nacional, coisa que nunca se fez", comentou.

Por outro lado, Capoulas confirmou que a hipótese do túnel ferroviário Chelas-Montijo, já estudada nos anos 90 no tempo do ministro das Obras Públicas Joaquim Ferreira do Amaral, ganha novamente força, "solução que fica por metade do preço da ponte Chelas-Barreiro e sem o impacto visual no estuário".

"E, se o aeroporto vier para Alcochete, existe já a nova solução rodoviária da ponte do Carregado, que contribuirá para uma boa acessibilidade", adiantou o economista.

Por outro lado, fontes próximas da Associção Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (Adfer) disseram à Lusa que a hipótese de túnel sob o Tejo poderá ser retomada e que custará menos de mil milhões de euros, ou seja metade da travessia Chelas-Barreiro, servindo inclusive para a travessia do TGV, com ligação à plataforma do Poceirão

Também a travessia Algés-Trafaria por túnel rodoviário, em alternativa a uma ponte rodoviária, "deverá ser a hipótese mais viável" para fechar a CRIL, prologando-se na margem sul pela futura CRIPS, segundo as mesmas fontes.

Capoulas considerou estes dois túneis como a melhor opção para o desenvolvimento da margem sul, melhorando também as ligações fluviais.

As duas ligações aliadas ao Arco Ribeirinho Sul podem atrair um "cluster" de actividades náuticas de excelência, na margem sul do Tejo que é "transversal ao hipercluster do Mar estudado por Hernâni Lopes, lembrou o presidente da Aerset.


© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Produção de biocombustíveis vai triplicar em Portugal

Em Portugal, existem actualmente duas unidades com dimensão relevante, a Iberol, em Alhandra, e a Torrejana, em Torres Novas, a produzir com uma capacidade da ordem das 200 mil toneladas, que é toda comprada pela maior petrolífera nacional, a Galp. Uma produção que hoje garante o abastecimento de 3% do consumo nacional de combustíveis.

Mas com os vários projectos já anunciados - Martifer, Enersis, Galp, entre outros -, a produção nacional deverá aumentar para as 650 a 700 mil toneladas. Um valor suficiente para satisfazer a ambiciosa meta nacional de 10% para incorporação bio até 2010 e provavelmente até para exportar.

Para José Horta, secretário-geral da Associação das Empresas Petrolíferas Portuguesas (APETRO), o grande dilema que tem de ser resolvido a nível mundial é encontrar um equilíbrio entre a crescente procura da nova indústria - que promete reduzir a dependência do petróleo e as emissões de CO2 -e as necessidades alimentares mundiais, em particular do Terceiro Mundo. E uma das respostas passa por recorrer a culturas que não tenham uma utilização alimentar.

Um exemplo é um arbusto que está a ser desenvolvido em países como o Egipto, Índia, Colômbia e Madagáscar. Segundo João Cardoso, presidente da Torrejana, as sementes do jatropha curcas permitem maior aproveitamento de óleo (40%) com menos área produzida, sendo que este produto não serve para a alimentação.

in DN

Querer e Acreditar!



"Querer e Acreditar" significa arriscar, assumir...
O naufrágio é sempre possivel, mesmo para quem não faz nem uma coisa nem outra.

É o meu momento de reflexão para uma sexta feira quente a cheirar a férias.

Sonhar acordado


O afastamento da realidade dificulta muitas vezes o desenvolvimento da inovação
Decorreu na semana passada, no âmbito da presidência portuguesa, a PorTI2007, uma mostra de Tecnologias de Informação que contou com a presença de um número significativo de empresas e universidades.

O programa destacou a apresentação da robótica portuguesa, com demonstrações de aplicações diversas incluindo o jogo de futebol, actividade de grande impacto no panorama científico nacional. Não há hoje universidade que se preze que não tenha um robô, de preferência que saiba jogar futebol.

Multiplicam-se entretanto as iniciativas e os aderentes ao Second Life onde, num mundo virtual, se pode aceder a diferentes tipos de actividades que proporcionam lazer e divertimento.

É impressionante a nossa capacidade de adesão e de envolvimento de recursos em temas que estão na moda, independentemente da sua eventual utilidade, o que demonstra uma apetência nata para a aventura e para a descoberta.

Contudo, para se conseguir competir no mercado global, é preciso não só ter a capacidade de criar produtos e serviços inovadores mas também de assegurar a sua evolução e manutenção. Quanto maior é o sucesso de um determinado produto ou serviço, maiores são os requisitos e o esforço para garantir a sua correcta operação e manutenção.

Se é relativamente fácil mobilizar recursos para a descoberta, para trabalhar naquilo que é novo ou que está na moda, torna-se muito mais difícil atraí-los para tarefas de consolidação e suporte a produtos já existentes. Dado que a grande maioria das inovações são do tipo incremental, as oportunidades para que elas ocorram surgem normalmente das tentativas de resolução de problemas concretos. Assim, o afastamento da realidade dificulta muitas vezes o desenvolvimento da inovação.

Não basta sonhar. É preciso conseguir sonhar acordado, transformando os sonhos em realidade.

in Expresso, Paulo Nordeste, Presidente Executivo da PT Inovação

Lisboa em Julho

Ideias criativas para cidades mais felizes

Projectos serão divulgados no sítio do Expresso

O concurso ‘Vamos Fazer Cidade’ confirmou que o simples é bom. Iniciativa do Expresso e da Trienal de Arquitectura, sugeriu a intervenção em cinco locais de outras tantas urbes lusas. Sempre visando a participação de leitores, com interpretação das suas ideias por arquitectos jovens.

Os resultados, publicados na Única ao longo das cinco semanas de Junho e apresentados ao vivo pelos leitores e arquitectos premiados na sessão da Cordoaria de 5 de Julho passado, demonstram a capacidade de participação cívica do público urbano quando devidamente motivado.

Provou-se a força da ideia de re-habitar (mais que reabilitar) a cidade e, sobretudo, o espaço público, que, mesmo quando maltratado, constitui a área de uso democrático por excelência. Confrontaram-se intervenções em cidades grandes e pequenas (Lisboa e Aveiro) ou no núcleo histórico e na periferia (Guimarães e Évora).


Foram contrapostas de modo criativo as visões dos leitores e dos arquitectos, todos cidadãos, mas com universos e especializações distintas; apenas em Lisboa e Porto os leitores não eram, também, arquitectos. Aqui brotou mais forte o confronto de ideias e visões de cidade.

As propostas situaram-se no quadro do possível (por exemplo, não pretendendo erradicar o automóvel), evitando com bom senso intervenções pesadas, sem nunca deixar de mostrar imaginação e inovação. Assim os municípios locais possam interessar-se por desenvolver alguns dos temas nos locais sugeridos.

- Em Aveiro, a escolha para a ‘avenida da estação’ (Lourenço Peixinho) foi parti-la em dois espaços funcionalmente opostos: uma longa faixa mais humanizada e pedonal (a sul), com espaços de fruição, enquanto a norte se juntavam as faixas rodoviárias, secundarizadas como deve ser.

- Em Lisboa, a intervenção para a Av. da Liberdade pareceu similar à de Aveiro, com maior escala e arrojo dos elementos propostos. O sentido mais criativo transparece na plasticidade curva e na tridimensionalização dos espaços de estar, de auditórios a «skateparks». Alguma dúvida fica quanto ao peso das superfícies elevadas de transposição das vias transversais.

- Em Évora e no Porto (ao longo do antigo ramal de Mora/ciclovia e da Av. dos Aliados, respectivamente), a opção pendeu para uma intervenção de grande leveza, sem propostas de construção, tudo muito paisagístico, com lagos, hortas urbanas e suaves sombreamentos por árvores, aproveitando com inteligência os lugares desprezados ou disponíveis.

- Finalmente, a proposta para Guimarães foi a mais ‘à arquitecto’, com uma detalhada articulação sistémica de sectores urbanos (Leste-Oeste, Norte-Sul), em volta do Centro Cultural Vila Flor, procurando congregar e revitalizar antigas fábricas, campos abandonados, perdidos teatros Art Déco...


in Expresso, José Manuel Fernandes e Rui Cardoso

15 cidades excedem limite de poluição


O Expresso fez um «ranking» das cidades mais poluídas. Lisboa lidera, seguida de Guimarães, Paredes e Espinho

Um mero assador de castanhas localizado junto a uma estação de medição da qualidade do ar fez disparar os níveis de concentração de partículas nocivas para a saúde. Isto aconteceu em Novembro, em Entrecampos.

Por aqui se vê a que ponto é complexa a medida da poluição atmosférica. Mas não é nenhum acaso que faz da Avenida da Liberdade a mais poluída do país. Ali, o tráfego intenso e a morfologia (avenida estreita, ladeada por prédios altos) concentram os poluentes emitidos pelos carros.

Dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) - que ajudou o Expresso a elaborar este «ranking» - indicam que a capital, em 2005, teve 183 dias durante os quais se verificou excesso de concentração de partículas. A norma apenas admite um máximo de 35 dias nestas condições. Madrid teve menos um dia de excesso de partículas. Contudo, estes dados referem-se a 2006.


Mas se Lisboa lidera pelas piores razões, o Norte de Portugal reúne o maior número de cidades que ultrapassam os limites legais de concentração de partículas. Guimarães, Paredes e Espinho ocupam os lugares cimeiros do «ranking», logo a seguir à capital. Esta classificação apenas reflecte os locais - em 44 cidades - onde estão instalados postos de medição. Para se ter uma ideia global é preciso ponderar as diversas medições.

Além dos carros e fábricas, a poluição atmosférica é acentuada por fenómenos como as elevadas temperaturas, ou os incêndios no Verão, ou até por episódios de transporte de partículas a partir do Norte de África.

“As excedências (dias em que os limites máximos são ultrapassados) ameaçam a saúde pública, por estarem associadas ao transporte de metais pesados tóxicos que provocam problemas respiratórios”, refere Dília Jardim, chefe da Divisão de Ar e Ruído da APA. A Comissão Europeia tem vindo a apertar os limites admissíveis destes poluentes, considerados responsáveis pela redução de nove meses na esperança média de vida dos europeus. Um estudo da Universidade Nova indica que 35% do atendimento pediátrico no Hospital D. Estefânia, em 2004, se deveu a doenças respiratórias.

A UE impôs em 2001 uma norma que obrigava as regiões mais poluídas a ter Planos e Programas de Qualidade do Ar. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo concluiu os seus em 2005, mas a sua homóloga do Norte ainda não o fez.

Só há dois meses o Governo aprovou legislação que responsabiliza as Câmaras Municipais pela aplicação no terreno de medidas correctoras da poluição do ar exterior. “A Câmara de Lisboa não ligou nenhuma a estes planos”, critica o presidente da referida comissão, Fonseca Ferreira, lembrando ser ao município que compete decidir e aplicar as medidas.

Marina Ferreira, presidente da Comissão Administrativa da autarquia, contrapõe: “Tomámos medidas fortíssimas para condicionar o tráfego, designadamente aumentando as tarifas de estacionamento, aprovando o plano de pormenor que prevê a pedonização dos eixos laterais da Avenida da Liberdade, ou construindo o Túnel do Marquês, que reduz o congestionamento”.

Em tom de remate, Francisco Ferreira, da Quercus, lembra que “noutras cidades europeias o estacionamento é caro, não há alternativas, e o dinheiro serve para financiar os transportes públicos, enquanto em Lisboa 70% dos carros que entram não pagam nada e o dinheiro do estacionamento vai para a EMEL ou para os donos dos parques”.


in Expresso, Carla Tomás

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