O projecto é em si mesmo uma metodologia de desenvolvimento
territorial. Inspira-se numa iniciativa levada a cabo em
Espanha designada Abraza la Tierra que visa o repovoamento
de aldeias em vias de despovoamento. Contudo, os objectivos
de Novos Povoadores diferem na medida em que o objecto da
sua intervenção está focado em cidades e vilas de média
dimensão, aliviando a pressão urbana do litoral.
Em termos de metodologia da sua implementação, prevêem-se 5
fases.
Fase 1: Definição de Territórios
Fase 2: Trilhos do Conhecimento – Fóruns para a
competitividade territorial
Fase 3: Elaboração da Bolsa de Oportunidades
Fase 4: Identificar potenciais Novos Povoadores
Fase 5: Mediação
Pretende-se identificar regiões prioritárias com o intuito
de acolherem acções piloto para aplicar e, posteriormente,
replicar. Por sua vez, inclui-se nesta fase, que é também
de coordenação, a criação dos instrumentos de monitorização
e avaliação que deverão acompanhar toda a evolução do
projecto.
Entrando na primeira etapa - Angariação de parceiros
estratégicos, pretende-se mobilizar entidades/instituições
com as quais o projecto ganhará forma e poderá
efectivamente gerar mais valias sócio-económicas. Os
parceiros estratégicos são concretamente as autarquias, a
administração regional e/ou central, Associações
empresariais, Centros de investigação, organizações de
desenvolvimento, Media partner, parceiros privados (PME’s,
grandes empresas).
A segunda fase procura lançar a discussão alargada sobre o
Desenvolvimento e as assimetrias regionais, criando
condições para o debate crítico de ideias que conduza à
construção de um discurso que permite afinar e solidificar
o projecto. A designação adoptada: Trilhos do Conhecimento
- Forúns para a Competitividade Territorial – visa
precisamente marcar as etapas de um percurso de
participação cívica aliada à intervenção da iniciativa
privada no contexto da responsabilidade social. Trilhos do
Conhecimento não é de modo algum a repetição de sessões de
discussão avulsas. Antes, preconiza uma sequência de fóruns
que sintetizarão os apontamentos teórico-práticos para a
construção do guião enquanto instrumento operacional da
Metodologia/Acção de Novos Povoadores.
Numa terceira Etapa, elaborar-se-á a Bolsa de Oportunidades
com a identificação dos potenciais recursos a
disponibilizar pelos municípios aderentes, e oportunidades
de negócio com fortes condições de sucesso. É uma etapa de
diagnóstico que se deseja pragmática e que na verdade,
estará orientada para captar o interesse de empresas e
profissionais liberais domiciliados nas metrópoles. A Bolsa
de Oportunidades deve reunir de facto todas as vantagens de
ordem profissional e familiar na aposta deste território.
Uma vez ultrapassada a fase anterior, estão reunidas as
condições para uma abordagem pró-activa junto de potenciais
investidores/novos povoadores. No fundo, pretende-se
introduzir uma forte vertente comercial na promoção dos
territórios. Esta fase consiste portanto num conjunto de
incitativas através das quais se tenta “vender” um
território.
A fase 5 absorve a maior das importâncias. A qualidade do
projecto, o carácter singular, o personal touch, advém do
acompanhamento que Novos Povoadores proporciona às pessoas
que decidem mudar para os territórios de baixa densidade. É
um serviço de aconselhamento personalizado, analisando
caso-a-caso, um balcão amigo para facilitar todos os
aspectos relacionados com a deslocação, proporcionar uma
transição pacífica. Desde a tomada de decisão até à
concretização da mudança, pretende-se estar sempre presente
em todos os momentos de menor ou maior dificuldade. Por
outro lado, a mediação serve igualmente para sensibilizar a
população local da importância dos novos residentes. O
objectivo, junto dos habitantes, é apenas de apelar ao seu
sentido hospitaleiro no sentido de acelerar a adaptação dos
Novos Povadores na nova realidade. A fase de mediação é uma
fase crucial no contexto do projecto, é o factor
diferenciador por excelência, o elemento humanizador de um
projecto de desenvolvimento territorial.

