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O Plano Tecnológico e as Novas Oportunidades para o Sector por @rgrilo

Uma revolução silenciosa

From Inovação & Inclusão

por António Bob dos Santos

Nos últimos anos temos assistido a uma penetração cada vez maior das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) no nosso dia-a-dia. Se está a ler este artigo é provável que possua pelo menos um telemóvel (possivelmente com acesso à Internet), um computador (provavelmente portátil), que entregue a sua declaração de impostos pela internet (bem como utilize outros serviços públicos online) e que esteja inserido numa ou mais redes sociais (Facebook, Hi5, Orkut, Twitter, Linkdin, etc.). Embora esta não seja ainda uma situação igual para todos os portugueses, há segmentos da população onde esta realidade é mais evidente. Por exemplo, cerca de 85% dos jovens entre os 10 e 15 anos são utilizadores de telemóvel (62% em 2005)[1], mais de 90% utilizam regularmente a Internet, e uma percentagem muito elevada frequenta as redes sociais. O mesmo se passa na faixa etária dos 16-24 anos, onde, por exemplo, o número de utilizadores da Internet passou de 64% em 2004 para cerca de 90% em 2008[2]. É esta geração que irá entrar no mercado de trabalho daqui a poucos anos; não serão apenas consumidores de serviços online e de gadgets, mas também produtores e construtores de uma nova realidade, aproveitando as oportunidades da Web 2.0 e da futura Web 3.0. Trata-se também de uma geração ao mesmo nível que o resto dos jovens europeus no que respeita ao acesso às tecnologias de informação e comunicação (TIC). O grande desafio será na utilização dessas mesmas tecnologias, na capacidade de as usar para acrescentar valor ao que já existe. E essa capacidade pode ser “aprendida” e estimulada pelos professores, pela família, mas principalmente pelos seus pares, ou seja, pelo contacto com os milhares de jovens que em todo o mundo acedem à Internet e às redes sociais.

Nunca como agora foi possível aceder e também participar na construção de redes globais de conhecimento, de partilha, de interacção. Contudo, se hoje as nossas sociedades são cada vez mais globais e interligadas, muito devido ao desenvolvimento das TIC, há também uma tendência para que as diferenças e as especificidades de cada um tomem uma importância sem precedentes. As dinâmicas globais estimulam também a construção de “personalidades” cada vez mais diferenciadas, dada a facilidade de acesso à informação e aos conteúdos que mais nos interessam. É fácil hoje em dia construirmos os nossos próprios espaços na rede global, com ou sem limites, dado que somos nós que os definimos. É por isso que acredito que os jovens que actualmente “vivem” na Internet estão silenciosamente a construir uma sociedade mais heterogénea, multicultural, multifacetada e mais criativa, elementos propícios a uma dinâmica de progresso e de inovação.

Creative Commons License

[1] Cardoso, Gustavo, Rita Espanha e Tiago Lapa (2008), E-Generation 2008: Os Usos de Media pelas Crianças e Jovens em Portugal, CIES-ISCTE

[2] INE/UMIC, Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2002 - 2008.

Don Tapscott em Lisboa (CCB)

Don Tapscott - co-autor do best seller WIKINOMICS - vem a Lisboa no âmbito da conferência de Abertura do Ano Europeu da Criatividade e Inovação.

A abertura oficial do Ano Europeu da Criatividade e Inovação em Portugal decorrerá no dia 3 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, sala Luís de Freitas Branco, em Lisboa.

11h00 ‐ Sessão de Abertura
Carlos Zorrinho ‐ Coordenador Nacional do AECI
Representante da Comissão Europeia
11h45 ‐ Don Tapscott ‐ “Governação 2.0: Como a geração Internet está a mudar a
governação, a inovação e a democracia”
12h45‐ Almoço
14h30 – Workshop: Aplicações da Criatividade e da Inovação
Dinamização: Arminda Neves (Coordenadora Adjunta da Estratégia de Lisboa), Alexandra Sá Carvalho
(Representação da Comissão Europeia em Portugal)
1ª parte: Aprender, Inventar Imaginar, Cooperar
Leonel Moura – Artista plástico, Representante Português no lançamento do Ano Europeu da Criatividade e
Inovação – “ A nova cultura do Séc XXI”
Dulce Maria Santa Marta Soure – Directora da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro – “A criatividade na
aprendizagem”
Elvira Fortunato – Directora do CENIMAT ‐ Centro de Investigação em Materiais da FCT/ UNL , Laboratório
Associado I3N – Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação ‐ “O Papel do Futuro”
Teresa Ricou – Directora do Chapitô – “As artes e as novas tecnologias – uma boa conjunção no combate à
exclusão”
Manuel Brandão Alves – Professor Catedrático no ISEG “O microcrédito: Uma experiência económica e
socialmente Inovadora”
Debate
16h00‐ 16h15 – Pausa café
2ª parte: Comunicar, Criar, Realizar, Viver
Augusto Mateus, Professor no ISEG ‐ “ Cultura, criatividade, competitividade”
Nuno Gaioso Ribeiro, Presidente N‐Partner – “Capital de risco e as indústrias criativas”
Jorge Cerveira Pinto – Agência INOVA – “Arte, cultura e indústrias criativas: Uma realidade de valor,
sustentabilidade e desenvolvimento”
António Câmara – Ydreams – “Realizar nas empresas do futuro”
António Cunha, Presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e Júlio Mendes, Verador na Câmara
Municipal de Guimarães – “Guimarães: O futuro tem um coração antigo”
Debate
17h30 Encerramento: Conclusões e Perspectivas

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